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terça-feira, 15 de maio de 2012

sonhos de gisa: Bocha Adaptada

sonhos de gisa: Bocha Adaptada

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sonhos de gisa: Bocha Adaptada

Bocha Adaptada


Jogar bocha, consiste em lançar bolas adaptadas fabricadas com areia e revestimento de pelica que se adaptam a empunhadura dos portadores de paralisia cerebral. As bolas de bocha são construídas nas cores azul e vermelha, durante o jogo o atleta deverá ter como objetivo lançar seus bochas com intenção de que aproximem máximo possível da bola branca que será o ponto para aproximação das outras bolas. A bocha se pode jogar individualmente, em par ou por equipes. A grande diferença dos outros esportes é que em todas se permite provas mistas.





 Como se joga bocha?
É comum vermos em praças e clubes idosos jogando essa modalidade. Bolinhas e uma reta não explicam o que o esporte realmente é.  A bocha adaptada é similar à convencional: o objetivo é encostar o maior número de bolas coloridas na bola-alvo, conhecida como bolim. Ganha-se pontuação quando se chega à esfera do alvo. O jogo consiste em um conjunto de seis bolas azuis, seis bolas vermelhas e uma bola branca (bolim). A quadra dever ser lisa e plana como o piso de um ginásio em madeira ou sintético. A área mede 6 metros de largura por 12,5m de comprimento. É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, em duplas ou em equipes. Os atletas são divididos por classes conforme a deficiência.

Entenda a divisão de classes
Na bocha adaptada existem as classes: BC1, BC2, BC3, BC4. A categoria BC1 é composta por pessoas com tetraplegia espástica severa com ou sem atetose, na qual há pouca amplitude de movimentos ou força funcional em todos os movimentos nas extremidades e no tronco. São atletas que dependem da cadeira de rodas e precisam de um ajudante durante o jogo, assim como de assistência tanto para a remoção da cadeira de rodas quanto para pegar a bola. Na classe BC2 jogam pessoas com tetraplegia espástica de severa à moderada, com os mesmos itens relacionados na classe BC1. A única diferença é que não precisam de ajuda de terceiros. Os atletas da BC3 têm maiores comprometimento motor e utilizam calha e um calheiro para realizar o jogo como suporte para remessar a bola. Na BC4 aos jogadores possuem diplegia de moderada à severa com controle mínimo nas extremidades das mãos, e ainda, com limitações de tronco e pouca força funcional nos quatro membros. Eles não recebem ajuda. Não há grandes dificuldades no início dos treinamentos porque a modalidade é totalmente adaptada para pessoas com deficiência. Um empecilho porém atrapalha a expansão do esporte no Brasil: o material necessário para os treinos. "O kit é pessoal e levado para todos os jogos. O ideal, vendido em Portugal, custa cerca de 350 euros. Infelizmente nem todos os jogadores têm condições de importá-lo. Mas a Associação Maringaense de Desportos para Deficiente vende materiais de boa qualidade com preços acessíveis"

As primeiras competições de bocha adaptadas no campo da deficiência aconteceram na Dinamarca em 1982. Existem diversas versões sobre a origem do jogo do bocha. Uma delas, se remota aos romanos. Outras situam sua origem na época mais tarde no século XVI, na península itálica. Também há quem atribua uma origem francesa, com a derivação do jogo da petanca.

A bocha estreou no programa paraolímpico oficial em 1984 na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino. Em Atlanta (1996), foi incluído o jogo de duplas. A primeira medalha paraolímpica brasileira veio no Lawn Bowls, um tipo de bocha na grama. Róbson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” ganharam uma prata em 1972, nos Jogos de Heidelberg, Alemanha.

O jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995 quando dois atletas, inscritos para o atletismo nos Jogos Pan–americanos de Mar Del Plata, aceitaram participar, de improviso, da competição de bocha visando à aprendizagem para posterior implantação da modalidade. Eles obtiveram o 10 lugar em duas categorias, surpreendentemente. Em junho de 1996, dando prosseguimento ao Programa de Fomento Esportivo, a ANDE lançou o Projeto Boccia para Portadores de Paralisia Cerebral Severa, em Curitiba, quando se fizeram representar cinco Estados: Paraná, com duas entidades; Rio de Janeiro, com cinco entidades e Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo com uma entidade cada.

Mas foi após os Jogos Paraolímpicos de Pequim em 2008 que a bocha realmente ganhou espaço e visibilidade de mídia aqui no Brasil, depois que Dirceu José Pinto e Eliseu dos Santos conquistaram respectivamente ouro e bronze na categoria BC4, e ouro no jogo de dupla. A partir dessa data, ganhamos todos os campeonatos internacionais dentro da classe BC4. Sendo eles, a Copa América da modalidade no Canadá em 2009 com um ouro no individual e um ouro nas duplas, e para completar em 2010 no Mundial da modalidade em Portugal, mais uma vez ganhamos o ouro no individual e nas duplas e um bronze no individual, ganhando com isso o respeito dos outros paises e o posto de melhores do mundo, antes ocupado pelos portugueses e mais importante, garantindo a vaga para as Paraolímpiadas de Londres 2012.